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Dedicada, direta, honesta, confiável, organizada, planejada, determinada. Características excelentes que definem pessoas, que assim como eu, possuem o perfil de personalidade ESTJ, ou “O Executivo”. Quem vê essa lista pode pensar que conseguimos tudo que queremos já que somos naturalmente esforçados, mas mal podem imaginar como é viver tentando ser perfeito.

Não faz muito tempo que entendi que meu maior medo não é de altura, de tubarão ou muito menos do escuro. Meu maior medo é não ser boa o suficiente. Não ser a melhor profissional, a melhor aluna ou a melhor filha…

Essa incansável luta por um perfeccionismo impossível de ser atingido me cansa. Afinal, o que realmente significa ser perfeito?

Você alguma vez já se sentiu uma fraude? Você sabe que trabalha duro, conquistou muitas coisas, mas ainda assim se sente uma fraude no trabalho, nos estudos ou na sua própria vida? Esses dias eu descobri que a psicologia tem até um nome para isso: síndrome do impostor.

Mas antes que você comece a achar que esse vai ser mais um texto de autoajuda com 10 dicas de como se sentir bem e ter uma vida plena, eu vou te explicar melhor.

A ideia de escrever esse blog veio de uma possível solução que eu encontrei para lidar com o pensamento de que “eu não sou boa o suficiente”.

E para tentar ver minha vida sob uma nova perspectiva, resolvi começar a construir.

Construir significa empilhar e empilhar até que algo se torne valioso. Combinar experiências para que não tenham apenas um retorno imediato, mas que juntas possam trazer mais benefícios no futuro e no fim, se tudo der certo, me ajudar a valorizar minhas próprias conquistas.

Este será um espaço para registro e compartilhamento das minhas atividades intelectuais. Um lugar para eu exercitar minha habilidade de escrita e colocar em palavras aprendizados vindos das mais diversas fontes.

Acima de tudo, acredito que escrever e compartilhar mesmo quando não acho que o texto ficou absolutamente do jeito que eu queria, mesmo quando tenho medo do que as pessoas que vão ler vão pensar de mim, pode me ajudar a baixar as expectativas quanto ao nível de exigência que eu tenho sobre mim mesma.

Muitas pessoas acham que a ansiedade só é ruim se nos impede de viver.

Faz um tempo que eu tento “resolver” esse meu “defeito”. Estava nadando contra a corrente tentando eliminar uma parte de quem eu sou para enfim ser perfeita. A verdade é que a guerra contra a ansiedade só me gera mais ansiedade.

Ansiedade faz parte do funcionamento do ser humano e é importante e normal. Minha ansiedade faz parte do meu comportamento natural, é o que me fez conquistar muitas coisas na minha vida profissional e pessoal, mas também é o que me deixa enjoada e não me deixa dormir a noite.

Ainda não encontrei a solução. Eu sei que vou precisar ter ainda mais paciência e muita autocompaixão.

Comecei a compartilhar minhas experiências por aqui não tem muito tempo, mas já posso dizer que está me ajudando mais do que poderia imaginar. Mostrar minha visão para o mundo sobre transição de carreira e como buscar uma vida com mais propósito tem me ajudado a me reconectar com antigos conhecidos e inspirar pessoas que eu antes nem conhecia a darem o primeiro passo.

Já fiz algumas versões da página que conta mais da minha história, mas como você já deve imaginar, ainda não está do jeitinho que eu quero. Mas, olha só, está no ar mesmo assim. Um passo de cada vez, não é mesmo?

 

PS: Esse texto começou a ser escrito em setembro de 2017. Estamos em abril de 2018. Saiu, não saiu? Então já é um sucesso. Vamos celebrar mais pequenas conquistas!